sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Desde então amarro meus pedaços e os arrasto floresta adentro. Os guardo em um lugar pouco seguro, o suor escorre de meu rosto, pequenos arranhões marcam meus braços e tentam esconder marcas do meu passado. Pego um pequeno elástico para prender meus cabelos em um coque mau ajustado no auto de minha cabeça, e passo a mão em minha testa, que com certeza deve ter ficado suja de terra. Escolhi essa floresta para jogar meus pedaços pois aqui não é nem quente nem frio, o vento sopra de leve, fazendo os pelos da nuca arrepiarem, e os ruídos são ouvidos de longe. Aqui é um ótimo lugar para começar de novo, no silêncio, na natureza, longe de tudo e de todos. Tudo volta para onde pertence, e no fim cada coisa se torna inteira novamente, com algumas rachaduras, funcionam com menor desempenho do que antes, sinto muito menos, mas mesmo assim posso sentir que estou inteira. Respiro com mais tranquilidade, o ar é mais puro aqui, o movimento é longe, posso sentir tudo fazendo sentido novamente. Me ajoelho no chão de terra batida e sujo meus jeans, estou feliz por sentir o chão sobre meus pés novamente e as peças se encaixando em minha cabeça confusa.
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