sexta-feira, 28 de outubro de 2011
E quando eu me perco de mim mesma, e procuro você nas minhas mais frescas lembranças, fico feliz ao não me deparar com um vazio irremissível. Me deixo vagar por minhas memórias por vezes sombrias, mas quase sempre iluminadas por um lindo sol que transparecia como uma áurea ao redor de sua pele delicadamente branca. E por vezes fico com medo de que você seja realmente um anjo que em um piscar de olhos irá revelar suas asas, e levantará voo ao céu, tapando o sol, me deixando em completo desespero, e na escuridão de um mundo sem você. E seus olhos azuis, serenos, que fazem-me navegar por um mar profundo e aquecido pelo brilho de seu espírito, puro mas perverso. Imagino vários cenários para nós, cenários que como sempre, não fazem sentido algum, e não chegarão a ser algo concreto. A irrelevância de meus pensamentos, dilaceram meu ser de tal forma que hoje encontro-me destroçada, assim como um corpo que foi mutilado, e que teve sua alma roubada por algum ser das profundezas das trevas. A dor que vem à calhar em meus dias tediosos, eu a amo, pois assim sei que essas coisas que eu sinto, e você, não são só fantasia de minha cabeça, não são uma ilusão que minha mente fez para me assombrar. Desejo entrelaçar meus dedos em seu cabelo castanho, e conversar sobre coisa fúteis com você, mas por hora, apenas sua lembrança fortalece esses sentimentos e aquece meus ossos.
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