segunda-feira, 25 de abril de 2011
Queria poder dizer o quanto a amo, o quanto me faria feliz se apenas dissesse sim. Se apenas me desse um sinal, dissesse uma palavra, juro que lutaria por você até o fim. Lutaria pelo direito de ter cada parte de seu lindo corpo, pressionado ao meu. Essa chama que consome cada fibra de meu corpo, que queima até meus ossos, que incendeia meu coração - e o faz lembrar que tem que bater. Esse desejo desesperador que nunca -nunca mesmo- ninguém conseguiu me fazer sentir. Esse desejo de que você seja minha - apenas minha- faz minha loucura aumentar. Essa sensação estranha que você me faz sentir; é como se eu existisse apenas porque você existe. É realmente desesperador saber que você talvez nunca saberá disso, nem desconfia que eu a amo, não é? Por favor, enxergue o óbvio, e me diga, me diga apenas, sim. Me tire dessa loucura antes que seja tarde demais. Sim, diga apenas, sim.
E eu sonhava em tê-la nos meus braços, e eu sonhava em ter seus lábios colado aos meus, e eu sonhava com seu lindo sorriso, para mim - apenas para mim. Sinto que durante todo esse tempo ela nunca esteve só, nunca me restou dúvidas quanto a isso. Eu não estive lá quando você precisava, agora você faz o mesmo comigo, para me mostrar como dói, não é? Por que me fez vir até aqui, para agora me fazer rastejar? Dói, apenas dói. E agora eu sei disso.
E eu continuava sonhando, em ter seus lindos cabelos escuros em meus dedos; de ser a única a prender seu olhar; ser a única em seu coração gélido; a única em seus sonhos.
E eu continuava sonhando, em ter seus lindos cabelos escuros em meus dedos; de ser a única a prender seu olhar; ser a única em seu coração gélido; a única em seus sonhos.
domingo, 17 de abril de 2011
Do you like cookies?
Essa receita é feitas em duas etapas apenas.
Etapa 1: Me pegue, coloque-me deitada de costas em cima da mesa. Não precisa lavar as mãos - não há necessidade. Pegue o bisturi. Faça um corte na horizontal, um pouco acima de meu seio esquerdo- o corte tem de ser profundo. Enfie a mão corte a dentro, você sentirá um líquido gelado correr pela sua mão- não recue. Você está indo bem até aí? Suponhamos que a resposta seja sim. Continue enfiando a mão mais fundo, quando o nó de seus dedos atingirem algo duro, áspero e frio, você saberá que foi bem até aí. Bom, feche sua mão em volta dessa coisa dura e fria, e a arranque dali. Conseguiu? Se sim, a etapa um foi concluída. Obs: não é preciso fechar o corte, deixe aberto.
Etapa 2: Lave isso que você retirou de mim, abundantemente. Leve ao microondas, e deixe descongelar por 5 minutos. Se não tiver microondas, aqueça em banho-maria por 15 minutos. Se mesmo assim não descongelar, guarde em seu freezer e espere por alguns anos, depois tente novamente ou jogue-o fora- não aceito devoluções.
O gosto é um pouco amargo e ruim, então se quiser colocar chantilly em cima ou gotas de chocolate, amenizará o amargo. Sugiro comer isso com uma xícara de café bem amargo, ou se preferir coma-o com chocolate quente. Consumir logo, se não estraga ou congela de novo.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Sinto meu corpo pesado, meus pensamentos desorientados. Estou perdendo a linha que me segue, estou abaixando a cabeça para os que me servem. Minha cabeça pende para um lado, meu corpo para outro. A vida continua sendo sugada de meu corpo, minha língua está amortecida, não consigo mexer meu maxilar para falar. Veja aonde eu cheguei querido leitor, ao fundo do poço. Dependo de remédios para tudo, para dormir, para comer, para acordar, para minha depressão...E continuo a perder os sentidos cada vez mais, meu olhos ficam embaçados, meu coração bate mais lento, minha respiração fica superficial, nem consigo abrir a boca nesse momento. A sensação? É péssima, é como se estivessem arrancando-me um pedaço de meu corpo e de minha alma, mergulho nesse mar escuro e me deixo levar pelas ondas, estou afundando, agora eu sei como o Titanic se sentiu quando bateu no iceberg e afundou por completo. Nesse momento paro de escrever, meu corpo pesa, meus dedos não querem mais receber meus comandos e meus olhos se negam a permanecerem abertos.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
A respiração está curta e lenta. Não enxergo nada- a luz está apagada- prefiro assim. Penso em como foi meu dia e reflito sobre o comportamento das pessoas ao me redor. Será que algum dia vou conseguir achar meu lugar no meio delas? Provável que não. Não me enxergo no meio deles, não me imagino com um sorriso falso no rosto, e com palavras sempre prontas para agradar qualquer um. Puxo a cortina e olho além do vidro da janela, enxergo telhados e mais telhados. Enxergo um céu lindo, imagino se lá em cima anjos me esperam. Ok, estou sonhando com algo que não existe. Desisto te sonhar, com os olhos abertos limpo minha mente de pensamentos desnecessários.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Olhei para a agulha e tive vontade de correr. Não sei o porque disso, tantas vezes já senti a agulha perfurar minhas veias, por quê o medo agora? Aquele tremor começava nas pontas dos meus pés, e ganhava mais força quando se chocava com a frieza do músculo involuntário -que se localiza na parte esquerda do meu peito. Eu olhava aquele corredor com paredes brancas e portas azuis, aquelas pessoas de jaleco branco, caminhando de lá para cá e vice e versa. Aquelas pessoas debilitadas e enfermas gemendo, chorando e implorando por ajuda- elas não eram tão diferentes de mim. Enfim, ouvi alguém chamar meu nome, entrei naquela sala com paredes brancas- aquele lugar inteiro tinha paredes brancas- me sentei na cadeira azul, puxei a manga de meu moletom, e esperei. Depois de tantos cortes e picadas, ainda sentia aquela ansiedade, aquele tremor, de ver aquela agulha pressionando aos poucos minha pele, e alcançando minha veia por fim.
Na volta para casa, caminhei olhando para baixo, analisando cada trecho da rua suja. Aquele cheiro de nicotina com urina, se impregnava dentro de minhas narinas- cidade imunda. Como de rotina, parei em um beco, senti a comida pesando em meu estômago, sabia o que vinha por frente. Fechei os olhos, e deixei meu estômago fazer o resto.
Na volta para casa, caminhei olhando para baixo, analisando cada trecho da rua suja. Aquele cheiro de nicotina com urina, se impregnava dentro de minhas narinas- cidade imunda. Como de rotina, parei em um beco, senti a comida pesando em meu estômago, sabia o que vinha por frente. Fechei os olhos, e deixei meu estômago fazer o resto.
sábado, 9 de abril de 2011
E ela olha para a figura pálida no espelho, é a última tentativa. Aos poucos se lembra como foi sua jornada até aquele momento, analisa cada minuto que passou minuciosamente. Nenhuma saudade ou arrependimento do que passou. E todos aqueles sorrisos forçados, que a machucavam como uma adaga, e todos aqueles ferimentos feitos para tentar matar o que tinha por dentro. Agora tudo virou cinza. Se aproxima do espelho, dá mais uma olhada naquela coisa pálida, com aparência repugnante. Lentamente levanta o revólver, e o coloca no céu da boca. Mais um momento de reflexão. Sem esperanças, puxa o gatilho. E os pedaços do crânio daquilo que um dia foi Elizabeth, agora estão espalhados pelo chão do quarto.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Razão de Ser
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu
lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
Paulo Leminski
Paulo Leminski
Ela debate-se, tenta se libertar dos fios, mas é quase impossível para ela cortá- los de uma vez. Sua aflição aumenta a cada minuto que passa, ela sente que está a ponto de se dar por vencida, mas até essa hora chegar ela tenta fugir, correr para bem longe dos fios que a prendem aquilo. Os fios estão a puxando para baixo, ela grita por socorre mas ninguém a ouve, os fios a machucam, seu corpo está todo ensanguentado e cheio de arranhões. Finalmente ela consegue se desprender de um dos fios, mas sua esperança é derrubada rapidamente, pois os fios a levaram para baixo, dando- se por vencida fecha os olhos, e espera a escuridão chegar.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Hoje fui surpreendida por minha lágrimas, me tornei tão insensível que pensei que elas nunca mais fossem tornar a molhar minha face. Tamanha surpresa me agradou ,de fato, mas ainda sinto que elas só caem superficialmente. A sensação que essas lágrimas me trouxeram, não foi de tristeza, mas sim- arrisco-me a dizer- de felicidade , felicidade por saber que bem lá no fundo, ainda existe um pouco de vida, ela simplesmente precisa ser cultivada, por alguém que não será eu- é claro. Rogo para que alguém ouça meus chamados incessantes e venha cuidar de mim, para que assim a vida seja trazida de volta para meu corpo debilitado. Enquanto essa alguém não chega, continuo na expectativa da lágrimas novas voltarem a cair, para eu poder sentir mais uma vez, essa pontada de esperança que traz com ela um sorriso em minha face.
Procuro por algo,
não necessariamente alguém,
por vários motivos me calo.
Não enxergo ninguém,
nem sei mais porque falo.
São apenas palavras jogadas ao vento,
elas pairam pelo ar
Não me julgues pois eu tento,
mas estou cansada de vagar.
Vagar a procura de algo para lutar,
mas minha melancolia, não me deixa continuar.
Então tento soprar para bem longe, minha dores
finalizo isso com flores
Que no final farão companhia,
para mim e minha alma vazia.
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