quinta-feira, 21 de julho de 2011

Esse nó que volta a trancar minha gargante e dificultar minha respiração, não quero voltar para aqueles mesmos dias sombrios de antes, que fiquei presa por mais de 1 ano. Mais a tristeza é como uma nuvem que tapa toda a claridade que poderia iluminar minha alma, sinto vontade de chorar, sinto vontade de... NÃO! Essa pessoa não sou eu, não poderia ser eu. Sempre soube que ninguém poderia me amar, nem eu mesma poderia, já tinha me conformado com essa ideia. Até meus sorrisos se tornam sem vida e tristes, sensação de déjà-vu, agonia, medo, dor... Já senti isso antes, sei o que vem depois disso, sei muito bem.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Você sente isso? Sente isso com todo o seu ser? Ninguém poderá falar por você dessa vez, apenas me diga se sente algo, se sente algo por mim. Preciso seguir em frente, querida, e estou cansada de esperar você inventar mais alguma de suas mentiras mirabolantes para me manter por perto. Brincadeiras não mais, não espero mais isso de você, quero que você sinta tanto quanto eu, daí sim poderemos dizer que somos um só ser perdido nesse mundo estranho e lunático. Sabes que cansarás rápido de tudo isso que você tenta esconder, mas mesmo assim, não é motivo para me deixar aqui a sua espera, não sou tola para esperar por algo perdido.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Estava sentada no chão, pensando em ajuntar seus pedaços e tentar colá-los. Não conseguia transformar isso em ação, sentia-se incapacitada, envolvida por uma onda melancólica que fazia a força gravitacional atuar fortemente sobre ela, não deixando levantar-se do chão imundo. Chão onde muitas pessoas já pisaram e com certeza sofreram também. Garota linda, cabelos castanhos avermelhado, brilhavam contra o sol, resplandecia seu brilho, olhos de boneca, azuis, grandes, pele macia, rosada, cheia de vida. Embora por fora aparentava ter uma vivacidade inabalável e única, por dentro era sensível, tão frágil como cristal, fácil de se magoar e difícil de se contentar. Risonha, nem sempre. Por mais que a dor tomava cada fibra de seu corpo, não demonstrava isso para as pessoas ao seu redor, não queria ser questionada, não sabia as respostas. Sempre volta aqui, onde a cada dia que passa, tenta colar um pedaço seu que deixou cair por todos esse longos anos. Anos de guerra e paz, onde o amor não tem lugar.

domingo, 3 de julho de 2011

Acordei hoje com uma certeza, certeza de uma coisa que eu sei que eu sou. Ao colocar os pés no chão, soube que ali se iniciaria uma batalha contra todos os opositores, mas não contra mim mesma.
Poderia ser detalhista e contar minuciosamente tudo que aconteceu na minha manhã, mas acho que isso não agradaria muita quem irá ler isso. Prefiro falar de como minha mente juntou as peças do quebra-cabeça. Depois que eu parei de mentir para mim mesmo, dizendo que minha frieza me dominava a todo o momento, e que meus sentimentos não tinham espaço para respirar, parece que consigo enxergar mais claramente o que se passa na bagunça de meus pensamentos. Nas pequenas ocasiões onde eu realmente sentia algo forte, ali me foquei para começar a avaliação, e depois de um grande debate com meu eu mentirosa, soube o que eu realmente era, passando por cima de todas as mentiras, e agora que sei disso, não irá demorar muito para vocês saberem disso também.