terça-feira, 12 de julho de 2011

Estava sentada no chão, pensando em ajuntar seus pedaços e tentar colá-los. Não conseguia transformar isso em ação, sentia-se incapacitada, envolvida por uma onda melancólica que fazia a força gravitacional atuar fortemente sobre ela, não deixando levantar-se do chão imundo. Chão onde muitas pessoas já pisaram e com certeza sofreram também. Garota linda, cabelos castanhos avermelhado, brilhavam contra o sol, resplandecia seu brilho, olhos de boneca, azuis, grandes, pele macia, rosada, cheia de vida. Embora por fora aparentava ter uma vivacidade inabalável e única, por dentro era sensível, tão frágil como cristal, fácil de se magoar e difícil de se contentar. Risonha, nem sempre. Por mais que a dor tomava cada fibra de seu corpo, não demonstrava isso para as pessoas ao seu redor, não queria ser questionada, não sabia as respostas. Sempre volta aqui, onde a cada dia que passa, tenta colar um pedaço seu que deixou cair por todos esse longos anos. Anos de guerra e paz, onde o amor não tem lugar.

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