domingo, 2 de outubro de 2011
Andava de um lado para outro, com seu cérebro trabalhando a todo vapor, absorvendo toda a informação de sua última conversa com ele. Sua mãos tremiam sem parar, sua unhas estavam cravadas na carne de seus braços, seu olhar era vazio, seu rosto estava sem expressão alguma. Como depois de todo esse tempo fingindo alguém conseguirá ver através de sua camuflagem? Valerie, era menina esperta, olhar perceptivo, mente aberta, mas quieta. Setembro, Setembro se fora, e deixará muitas lembranças para ela, dolorosas -talvez- de seu pseudo-romance. Outubro chegou sem nenhuma esperança, só algumas cinzas de cigarro e borrões de lembranças no ar dentro de seu apartamento. Valerie finalmente fez parte do ciclo onde ela via todos se entregarem, o ciclo onde ela se apaixona, se machuca, sofre, deixa as feridas cicatrizarem, e recomeça tudo de novo. Iria voltar para sua vida preta e branca longe do ciclo, Outubro seria preto e branco, assim como aqueles lindos filmes mudos e melancólicos, onde a mocinha se pega andando pelas ruas chutando pedrinhas e pensando em quando tudo chegará ao fim. Setembro foi como aquele filme, Outono em Nova York, só que com os meses invertidos, onde a protagonista vive com seu amor alegremente, até que morre por uma doença terminal. É claro que Valerie não morreu literalmente, mas quando a alma morre o corpo não dura muito tempo, e quando o coração parte nem mesmo um novo amor é capaz de fixá-lo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário