segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Quando você perde alguém que não pode substituir, e esse alguém e você. Eu me perdi, eu me perdi nas páginas dos livros que leio, me perdi em cada cena preto e branco dos filmes que assisto, me perdi em cada canção que saia de minha boca e do pequeno rádio em cima de minha cômoda. Me perdi em cada gole de café que tomava tentando esquecer dos problemas, e afogar o desespero e a agonia de mais um dia de escuridão. Me perdi em cada noite que não conseguia pregar os olhos, em cada noite que sentia medo do escuro por imaginar que poderia me perder nele, por cada fobia que sentia de criaturas fictícias de minha cabeça, me perdi pelo medo que sentia de mim mesma, e do que estava me tornando. Me perdi em cada palavra que rabiscava no papel, por cada linha que tentava desenhar em  minha cabeça para tentar me separar em algum ponto. Me perdi em cada tentativa de suicídio fracassada, que me deixava mais dores do que alívios. Me perdi em cada frustração, em cada gota de agonia despejada no meu rio de desesperos. Me perdi nesse vale negro de meus pensamentos, me perdi em cada corte em minha pele, em cada gota de sangue que caia de meus braços. Me perdi em cada olhar vazio na frente do espelho, em cada tentativa de luta contra isso, em cada perda de controle. Me perdi em cada desesperança e desapego. Estou perdida a tanto tempo que não espero que alguém me ache, mas se for me procurar, agora já tem dica de onde me encontrar.

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