quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Sempre me deixo cair nesse mar de acontecimentos repentinos, ambíguos e sedentários. Vivo em meu mundo imaginário, onde vivo como quero, e além disso vivo se quero, a ilusão é minha escolha, meus pensamentos voam como folhas de papel, quando jogadas contra o ventilador, estraçalhadas me fazendo sentir cada dor. Reviro-me do avesso, procuro soluções e a única coisa que vejo ainda fresco na estrada, são seus passos. Seu passos que me perseguem, que me deixam marcas, que não me deixam fugir. Poderia esquecer de você, nadar contra esse mar, tornar meus sentimentos nômades. Mas você sempre volta, e o vento sempre acaba trazendo suas palavras de chegada e arrependimento, e você volta para remontar seu passos nessa estrada. Você pode ter esquentado meu coração mas deixou minha alma fria como a mais gélida noite de inverno, deixou meus olhos cegos, minha boca muda e meus ouvidos surdos. Perdi os sentidos, a sanidade e meu amor por você está se indo também. Está se esvaindo, assim como uma torneira aberta deixando a água passar mansamente, deixando meus pensamentos se diluírem nessa água, dando de encontro ao mar que me encontro afogada.
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