domingo, 25 de setembro de 2011

Hoje acordei em um dia fatídico, monótono. Deixei sobrar um pouco de café amargo no fundo de minha xícara, meu livro continua sobre a cama aberto em uma página piegas, onde não consigo terminar de ler por fadiga, chatice. Meus óculos, devem estar jogados em alguma parte da bagunça de meu quarto. Meu romance, está em algum fundo falso de gaveta. Meu coração, se bem me lembro, troquei-o ontem por uma pedra cinza, que julguei ser linda. Minhas palavras, acabam de se desprender de minha alma, e de meu coração -independente de  onde é que ele esteja agora. Por ironia, sinto como se alguém acabasse de chutá-lo, confundiu-o com uma pedra. Não desejo que o sol egoísta me abrace hoje com seus raios apaziguadores, nem desejo que a escuridão me tome em seus braços causando apagão em minha mente. Deixarei que ambas me toquem para não ter de pertencer a ambos. Meus desejos ambíguos, cessaram por hoje. Ouço pássaros tranquilos, e alegres cantarem no céu lá fora. Cantam a canção da liberdade, pregam seu canto doce por onde passam, julgo estarem querendo nos dizer que a vida é linda, e que o mundo lá fora não é tão feio se pararmos de apontar seus defeitos, vejam, estão nos convidando para nos unirmos a eles nessa cantiga harmoniosa e esperançosa. Minha arrogância me cega a tal ponto de não conseguir me mover para segui-los, mas meus ouvidos ouvem seus pedidos com clareza.

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