quarta-feira, 29 de junho de 2011
Há alguém batendo na porta, alguém querendo entrar. Mas eu quero continuar aqui, deitada nessa cama quente e aconchegante, nesse quarto escuro. Não, não deixe a luz entrar, quebraria o momento. A sua respiração se torna tão quente, ao meio de todo esse frio, não quero que desperte agora, é tão agonizante saber que você pode abrir seus olhos, levantar-se de sobressalto, e sair por aquela porta, deixando-me na dúvida se irá voltar ou não. Esperarei esse estranho do lado de fora, desistir de entrar, e ir embora, ou se tocará que és tão impertinente quanto uma Ópera em um restaurante humilde? Torço para que ele não a acorde e a ponha em movimento, que a levará para longe de meus braços. Não quero que você vá para longe de mim, mas sei que não conseguirei manter você perto o bastante para acabar com meu sofrimento, e elevar meu amor. Se meu medo fosse tão insignificante, que eu pudesse amassá-lo como a uma bola de papel, e jogá-lo no fundo do mar, junto com os meus demônios, creio que você ficaria comigo tempo suficiente para que minha dor cessasse, e eu pudesse respirar tranquilamente. Não estaria te usando para acabar com a minha dor, estaria implorando para que você me usasse, e desse um fim digno, que eu sei que nós merecemos.
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