quarta-feira, 29 de junho de 2011

Acordei hoje com aquele vontade louca de ter algum corpo quente deitado ao meu lado, coisa insana, desregulada, mas incontrolável. Seu rosto em meu sonho acendeu a última brasa que restava de meu amor, e reacendeu toda a chama novamente. Mas agora não era apenas você  e eu, havia uma terceira pessoa ali, dentro de você. Você não era apenas você, era um comum de dois. Não, não era uma alma dividida em duas, eram duas almas dentro de um corpo. É claro que se minha dúvida sumisse, você voltaria a ser você, ou se transformaria nela. Se realmente isso não fosse algo platônico, se eu não reproduzisse todo um romance em minha cabeça, que você nem imagina que aconteça, seria só eu e você. Olhares tortos, insinuantes, não seriam capazes de me afetar se você andasse ao meu lado, acabando com qualquer fraqueza que eu poderia ter. Mas isso-eu e você- sempre vai ficar no "se", porque um "se" nunca vai ser um "é".

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