quarta-feira, 22 de junho de 2011

Como mais um monte de palavras jogadas fora, vou me embora, me sentindo esgotada. Será um longo caminho como sempre, quando chegar sei que irei esperar por lágrimas que não chegam, nunca chegam. Meu peito está oco, sinto uma sensação estranha, tristeza talvez, sei que lágrimas acabariam com tudo isso, mas não consigo fazer com que brotem de meus olhos. Costumava ser fácil, fácil como respirar, mas agora dói muito, uma dor incessante, que começa de um lugar onde deveria ter um coração batendo, e termina em algum lugar, pelo menos acho que termina-porque em um determinado ponto sinto-me anestesiada. Como em toda prosa clichê, chegamos a um ponto onde começamos a falar de sentimentos, eu não sei o que falar, porque sentimentos não são verdadeiros, são abstratos, passageiros, e servem para atrasar nosso tempo de vida útil. Aquela pessoa cuja qual eu deixei-me levar por esses tais sentimentos, já não me causa nada, talvez um pouco de raiva e nojo, por me fazer sentir quando eu não deveria estar sentindo. Atrasou minha vida, perturbou meus sonhos, e quando finalmente me esqueço dela, ela volta para me mostrar que está viva, mas querida, já me despedi de você, lembra? Então não deveria estar falando de você no presente, mas sim no passado, não, nem ao menos eu deveria estar falando de você, mas como não estou em sã consciência - porque você me virou do avesso- resolvi trazer os fantasmas do passado para a luz. Mas que fique claro, estou apenas recordando, não estou voltando para você.

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