segunda-feira, 9 de maio de 2011
Sentia o vento úmido na minha face, mas não desviava. Seguirei meu caminho em linha reta, sempre em linha reta. Mas havia algo mais nesse vento, algo quase palpável, algo que brincava com meus cabelos, e fazia-me corar. Até parecia que ela havia mandado seu espírito para me atazanar. Seria ela capaz de tal atrocidade? Temo dizer que sim, mesmo sem saber, mesmo errando de endereço. Repassarei o espírito dela? Não, ele é meu agora por direito. Se não posso tê-la ao meu lado, terei seu espírito comigo. Não sofro por isso, ao menos sinto, sobre isso. Amo ela? Não, apenas gosto de mais.
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