quarta-feira, 18 de maio de 2011
Ela se agarrou aquilo como se sua vida dependesse disso. Ela gritou por aquilo como se sua alma estivesse faminta. Correu, correu para longe. Sentiu o vento passar pelos seus cabelos escuros, sentiu-se livre por um momento. Mas daí veio a realidade, caiu brutalmente sobre sua consciência. Já não sentia mais, já não gritava mais, virou medíocre. Diante de toda a sua mediocridade, já não dependia mais, sua fome passou, foi como um câncer, se espalhou rapidamente pelo seu organismo. Quando foi embora, levou tudo que ainda restava dentro dela, deixando um vazio em seu lugar, um vazio que não poderá ser preenchido jamais.
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