Com um sentimento corroído, a paixão de lado e umas garrafas na bolsa, ela sai em busca do infinito, sai em busca do errado, do seu certo. Com seu coração em pedaços, sua esperança jogada no inferno, procura por algo que nem ela mesma sabe, algo que complete, algo que cure, ou que destrua tudo de uma vez para abrir espaço a algo novo. Deixe crescer essa imensidão dentro de você, que com uma tragada como em um cigarro poder chegar logo ao fim. As ruas são geladas, o ar que bate em sua cara e arrasta seus cabelos para trás é cortante, seus batimentos cardíacos por pouco não ecoam no ar, o silêncio é absoluto fora, dentro seus pensamentos gritam, suas lembranças são tiros vindos em seus olhos, um gole da garrafa é pouco, engole mais. Caminha, tropeça, ergue a cabeça e segue, a vida segue o sofrimento paralelo. Pegue essa bola de neve e faça com que ela derreta, ou guarde na geladeira, longe de você. Não adianta, essa pessoa nunca vai te dar a reciprocidade de te amar, desista, anda pelas ruas perdida então de uma vez, hora de se entregar.
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