sábado, 7 de janeiro de 2012

E me esperava no lugar de sempre com aquele sorriso diabólico no rosto, sorriso malicioso de quem sabe o que está fazendo. Me aproximei aos poucos para não assustar aquela criatura que aterroriza minha mente noite e dia, e que me tira o sono com aquele rosto de anjo caído. Aquela beleza sobrenatural que me faz delirar, me aproximei e sentei ao seu lado, o seu sorriso cessou, peguei a sua mão mas ela puxou-a de mim, abaixei minha cabeça pois recebi aquilo como um tapa no rosto, Ela sempre me surpreendia, e eu não conseguia tirar meus olhos dela, nossas vidas nunca seguiriam em frente separadas, pelo menos a minha não, e acho que ela sabia disso, por isso sorria com aquele jeito diabólico, como para me mostrar que estava tudo bem, que no final das contas tudo ficaria bem. Mas é claro, com seu café gelado esfriando em casa, e seu cigarro aceso caindo entre seus dedos, ela fingia que estava tudo bem, mas um sorriso pode esconder tudo de mais errado nele, tudo de mais triste. Parecia que eu era o único a me desesperar, a entrar em pânico com o rompimento, ela pôs minha mão no meio das duas mãos pequenas dela, disse-me que não me amava mais, e eu morri com aquilo. Queria ser enterrado, não sobreviveria em um mundo sem ela, eis que meu mundo era ela e sem meu mundo eu não era nada, eu morreria rapidamente. Respirei fundo, e soltei pesadamente o ar, e minha vida ia se acabando com cada respiração, tudo estava desmoronando e eu assistia a tudo, assistia a ela se levantar, apagar seu cigarro no canto do banco da praça, pôr seu óculos escuro antigo e me deixar ali em completo desolamento.

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