segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Aprisionada

Eu não sei se sou só eu, se é minha imaginação, meu ser ou meu inconsciente. Nem tenho ideia se sou só eu que sinto isso, ou alguém mais sente e pode consentir comigo e me dizer algo, dizer que eu não estou louca, que não é delírio. Eu me sinto aprisionada, sinto que tenho que dar nomes as coisas para que elas passem a existir, sinto que devo dar explicação até do porque de uma simples pedra caindo no chão ou do porque da maldade de Hitler. Não tenho mais forças para controlar essas nuvens negras emergindo de dentro de mim e fechando meu céu, estou aprisionada ao meu delírio e sinto que os dias estão mudando e tenho que fazer algo. estou enlouquecendo e eis de enlouquecer a vós, sinto que tudo está acabando e eu não posso fazer nada. Os dias estão contados, as sombras tomando conta das ruas, os holocaustos acontecendo o mundo se corroendo. E eu não posso correr, não posso fugir, não posso quebrar essas grades. Isso me sufoca, me deixa mal e querendo arranjar algum lugar para fugir das sombras. Elas esmagam, elas preenchem e tomam por isso onde passam, deixam as ruínas onde zumbis governam. E o que vejo muito hoje em dia são zumbis, zumbis de terno e cuidando tendo famílias, zumbis para todos os lados, jogando futebol e ensinando em escolas. Estou aprisionada a tudo isso, e sei que cedo ou tarde eu também virarei uma zumbi.

Nenhum comentário:

Postar um comentário