quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Quero gritar, quero chorar, quero você perto de mim, mas não tanto que possa fazer com que eu não consiga mais viver sem você. Quero correr com você, para você e sem você. São paradoxos que não consigo impedir que venham em minha cabeça, e todos ligados a você. Eu acho que amo você, mas eu não quero amar você. Você me causa medo, mas me causa tanto amor, me causa angústia e também consegue acabar com ela. Consegue com que eu fique pensando só em você e esqueça de mim. Reprime meus pensamentos egoístas ao ponto de eu nem saber se sou eu mesma mais. Me põe a prova cada vez que decidi falar comigo, não sei se deixo você para fora de minha vida ou deixo entrar. Minha dúvidas nunca chegam ao fim, como as respostas também não chegam até mim. Escrevo sobre tudo isso porque sei que minha mente não é o melhor lugar para guardar todas essas coisas, a qualquer momento ela pode me trair como meu coração o fez. Sinto que posso me entregar aos seus braços, mas que não me sentiria completamente confortável neles. Tem vezes que quero tanto você que chega doer, chego a sentir você em toda a parte, vejo você em cada pensamento e se não vejo penso que vejo. E quando penso que posso estar sendo substituída, dói muito, nunca doeu tanto quanto agora. Queria aprender a amar você como deveria, e não desse jeito desajeitado, queria que você me ensinasse, mas não tenho certeza se poderia. Te mandei sinais mais do que podia, mas me sinto esgotada. Queria poder proteger você de tudo quanto fosse mal, andar ao seu lado, conversar sobre coisas bobas, ouvir o som de sua risada abafado pelos seus lábios que estarão selados nos meus, ouvir sua voz baixa perto do meu ouvido, ter sua respiração no meu pescoço. Sinto saudades de tudo isso, que nunca aconteceu e está longe de acontecer.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário