quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Não sei, sabe? Você sabe quando a gente anda sem saber? Estou meio assim, meio pra lá, querendo ser puxado para cá, encontrar meu eixo novamente. Como sempre tomei meu café, desci os corredores do prédio, um pouco depressa até, isso deve ter estragado tudo. Nunca reparei muito em quem passava ao meu redor,, ando muito ocupado, com café em uma mão e jornal do outro, pastinha embaixo do braço e paletó no antebraço. Difícil prestar atenção em algo que não seja o equilíbrio de tudo isso, e sei que se faltar algo eu me perco todo e tenho que começar tudo novamente. Enfim, achei que estava atrasado e nem notei que minha camiseta estava amassada, desci quase que correndo aqueles degraus e abri a porta que me levaria a um estado que me incomodaria em várias maneiras. Desde que acordei tinha aquela música na cabeça do filme que assisti ontem, Oh, Pretty Woman a música. linda com certeza, mesmo atrasado cantarolava baixinho "Pretty Woman walkin' down the street" e foi quando você passei ouvindo música em seus fones de ouvido rosa, esbarrou em mim e por pouco não levou meu café junto com você. O café seria pouco comparado com o que você levou de mim, levou meu coração para bem longe com você. Pobre ordinário que me tornei, pois você viveu longe 3 meses comigo para me trocar por seus vícios mais importantes que eu, e me deixar amargurado como sempre fazia cada vez que saía e me deixava te esperando até 5 horas da manhã, no sofá da sala com uma coberta apenas nas frias noites de Porto Alegre. Foi melhor você ter ido embora mesmo, assim me deixou vazio de uma vez ao invés de retirar aos poucos o que ainda restava dentro de mim, perversa se foi.

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